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Hiades andreo rec

Híades

As Híades
são um aglomerado estelar e também figuras da mitologia grega

Aglomerado EstelarEditar

As Híades (Ὑάδες em grego) é um aglomerado estelar aberto localizado na constelação de Touro. As suas estrelas mais brilhantes formam um "V" oblíquo em redor da grande gigante Aldebarã (α Tau), a estrela mais brilhante no campo visual, a qual não faz parte deste aglomerado.

HistóricoEditar

Sendo um aglomerado visível à primeira vista, as Híades já eram conhecidas na Pré-História. Foram mencionadas por Homero em 750 a.C. e Hesíodo em 700 a.C. Provavelmente catalogado pela primeira vez por Giovanni Batista Hodierna em 1654, Lewis Boss, em 1908, foi o primeiro a demonstrar que o conjunto de estrelas formavam um aglomerado. Charles Messier usou tabelas estelares que incluíam e etiquetavam as Híades, mas não as agregou no seu famoso catálogo.

Características PrincipaisEditar

As Híades encontram-se a 151 anos-luz de distância, sendo o aglomerado estelar mais próximo da Terra. Consta de 80 estrelas situadas numa esfera de 12 parsecs de diâmetro, cujo centro fica a 37 parsecs da Terra. Enquanto o aglomerado tem cerca de 75 anos-luz de diâmetro, o proeminente grupo central possui quase 10 anos-luz de diâmetro. O seu diagrama Hertzsprung-Russell mostra que as Híades têm uma idade de 625 ± 50 milhões de anos. Formaram-se provavelmente da mesma nuvem que aglomerado de Praesede (M44).

Membros Mais ImportantesEditar

Na tabela inferior recolhem-se as principais características das cinco estrelas mais brilhantes das Híades, todas elas estrelas gigantes.

Nome Denominação de Bayer Magnitude aparente Tipo espectral Notas
Theta2 Tauri 3,41 A7III
Ain Épsilon Tauri 3,54 G9.5III Possui um planeta extrasolar
Hyadum I Gamma Tauri 3,65 K0III
Hyadum II Delta1 Tauri 3,76 K0III
Theta1 Tauri 3,85 K0IIIb

Fonte: Base de dados SIMBAD

Em dois das estrelas do aglomerado (79 Tauri e HD 28226), o excesso de emissão infravermelha sugere a presença de um disco circumestelar de poeira.

Mitologia GregaEditar

Poussin3

O pequeno Dioniso aconchega-se a uma das híades neste detalhe de A Infância de Baco, de Nicolas Poussin (1630)

As Híades eram ninfas filhas de Atlas e de uma oceânida, Etra ou Plêione, na mitologia grega.

Geralmente são chamadas Ambrosia, Eudora, Ésile (ou Fésile), Corônis, Dione, Pólixo e Féio. Antes de sua metamorfose em constelação, foram amas de Dioniso, sendo por isso denominadas ninfas do monte Nisa. Por temor à vingativa Hera, no entanto, confiaram o deus a Ino e refugiaram-se junto a Tétis, sua avó. Zeus, para compensar-lhes os serviços prestados a seu filho Dioniso, fê-las rejuvenescer por Medeia e as transformou em constelação.

Seu nome foi associado pelos gregos à chuva (hýein é chover, em grego), pois na Grécia o aparecimento das estrelas híades coincide com a estação das chuvas da primavera.

Na Mitologia AmarelaEditar

Na mitologia amarela criada por Robert W. Chambers para seu volume O Rei de Amarelo, há menção de que Carcosa esteja localizada em um planeta localizado nas Híades.

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